12 outubro 2016

A IMAGEM-TEMPO - CINEMA II

Autor: GILLES DELEUZE
Editora: DOCUMENTA

A teoria do cinema não recai sobre o cinema mas sobre os conceitos do cinema, que não são menos práticos, efectivos ou existentes do que o próprio cinema. Os grandes autores de cinema são como os grandes pintores ou os grandes músicos: ninguém fala melhor do que eles do que fazem. Mas, ao falarem, tornam-se outra coisa, tornam-se filósofos ou teóricos, até mesmo Hawks que não queria saber de teorias, até mesmo Godard quando finge desprezá-las. Os conceitos do cinema não estão dados no cinema. E no entanto são os conceitos do cinema, não teorias sobre o cinema. Pelo que há sempre uma hora, mais cedo ou mais tarde, em que já não se trata de perguntar «o que é o cinema?» mas «o que é a filosofia?». O cinema em si é uma nova prática das imagens e dos signos da qual a filosofia tem de fazer a teoria como prática conceptual. Porque nenhuma determinação técnica, seja aplicada (psicanálise, linguística) ou reflexiva, é suficiente para constituir os conceitos do próprio cinema. [Gilles Deleuze]

Segundo Deleuze uma reflexão insuficiente concluirá "que a imagem cinematográfica está necessariamente no presente. Mas esta ideia feita, ruinosa para toda a compreensão do cinema, é menos culpa da imagem-movimento que de uma reflexão demasiado apressada. Porque, por outro lado, a imagem-movimento suscita já uma imagem do tempo que se distingue dela por excesso ou por defeito, por cima ou por baixo do presente como curso empírico: desta vez o tempo já não se mede pelo movimento, antes é ele mesmo o número ou a medida do movimento (representação metafísica)".
O autor conclui que "entre a imagem-movimento e a imagem-tempo há muitas transições possíveis, passagens quase imperceptíveis, ou até mistos". Aliás, "do cinema clássico para o cinema moderno, da imagem-movimento para a imagem-tempo, o que muda não são só os cronossignos, mas os noossignos e os lectossignos, uma vez dito que é sempre possível multiplicar as passagens entre os dois regimes assim como acentuar as suas diferenças irredutíveis".
Por toda a teoria (que também é prática) inerente a esta obra, sugerimos a leitura deste livro aos estudantes de cinema.

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04 outubro 2016

START UP EM 12 MESES

Autora: MELINDA F. EMERSON
Editora: SELF

Este livro é para quem quer fazer da sua paixão a sua profissão. Melinda Emerson decidiu criar um guia prático mensal, 12 meses passo a passo, para ajudar outros que pretendem lançar o seu negócio. Conselhos imperdíveis, tabelas com informação real e importante, e todos os passos necessários para se tornar um CEO de sucesso na aventura de criar um negócio.

Doze meses. Sim, Melinda Emerson acredita que um ano é o tempo ideal para planear um negócio de forma eficaz. 
Ter uma boa ideia de negócio é importante, mas não é suficiente para este prosperar. Nesse âmbito, Melinda revela cinco perguntas que "qualquer aspirante a empreendedor deveria responder antes de abrir um negócio", que são: Quanto custa produzir o seu produto ou fornecer o seu serviço profissional? Por quanto vai vender? O seu negócio pode ser facilmente copiado? O seu marketing faz sentido? Sabe vender-se?
Ao longo deste livro, a autora ajuda a responder a estas questões.
Assim sendo, na prática, os primeiros passos para criar uma start up em 12 meses são: organizar um plano de vida, elaborar um plano financeiro, pensar como um empresário, criar um modelo de negócio e contratar um advogado e um contabilista. Estas são as tarefas para os três primeiros meses. Depois deverá começar a delinear quem serão os clientes, a organizar as finanças, a criar uma marca para o negócio, a desenvolver o site e a criar uma estratégia de conteúdos. Nos restantes seis meses deve passar à ação, ou seja, abrir um estabelecimento (nesta fase poderá trabalhar em casa, mas convém ter uma morada comercial, por exemplo), formar uma equipa, estabelecer sistemas de apoio ao cliente e fazer um inventário para ter a certeza que está tudo no devido lugar.
Se já atravessou todos estes passos deverá estar preparado para lançar o negócio.
Melinda Emerson refere que "nos negócios, você nunca perde; ou vence ou aprende!". Portanto se têm uma ideia a fervilhar que tal lerem este livro e começarem a pô-la em prática?

03 outubro 2016

TIC E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Autores: SYLVIE FAUCHEUX, CHRISTELLE HUE & ISABELLE NICOLAÏ

Será que as TIC podem ser o vetor do desenvolvimento sustentável a nível mundial? Como conseguir que o crescimento económico enverede por um novo caminho mais benéfico para o ambiente e a coesão social? Por outras palavras, como encontrar o caminho do desenvolvimento sustentável? Muitos consideram que a resposta a esta questão passa pela generalização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). No entanto, quais são os riscos e as oportunidades (diretas e indiretas) das TIC em relação às três dimensões da sustentabilidade, ou seja, a economia, a vertente social e o ambiente? A tese segundo a qual as TIC contribuiriam favoravelmente para o processo de desmaterialização, através da mudança estrutural da economia, é sustentável a médio e longo prazo.

Neste livro os autores pretendem demonstrar que as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) "ao contrário da perceção generalizada, não são sinónimo de conservação do ambiente, de coesão social ou até de equidade".
Nesse sentido, o primeiro capítulo desta obra destaca os desafios da relação entre as TIC e o desenvolvimento sustentável, "apresentando simultaneamente as grandes áreas de aplicação das TIC no futuro, cujas repercussões são consideradas as mais importantes do ponto de vista das políticas de desenvolvimento sustentável". Já no segundo capítulo, o enfoque recai sobre os riscos e as oportunidades das TIC para promoverem um desenvolvimento sustentável, apresentando "uma análise pormenorizada de todos os impactos diretos e indiretos sobre cada uma das dimensões do desenvolvimento sustentável, nomeadamente a dimensão económica, a social e a ambiental". Por fim, o último capítulo aborda as políticas e medidas que condicionaram a generalização das TIC em prol do desenvolvimento sustentável.
Dada a abrangência do tema, acreditamos que este livro será útil, por exemplo, a estudantes que frequentam cursos no domínio da inovação tecnológica, economia industrial, economia social, economia do ambiente e do desenvolvimento sustentável, assim como os estudantes de escolas de engenharia e escolas comerciais.

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30 setembro 2016

HIMALAIAS


Autor: MICHAEL PALIN
Editora: BIZÂNCIO

Neste livro, Palin conduz-nos em mais uma incrível jornada, desta feita pelos Himalaias, começando pelo Paquistão e terminando no Bangladesh, passando pela Índia, Nepal, Tibete, China e Butão, dando-nos a conhecer, os aspectos geográficos, políticos e culturais incrivelmente diversos ao longo da maior cadeia de montanhas da terra.

Michael Palin e a sua equipa decidiram fazer um diário de viajante, apresentando os Himalaias "não do topo até à base, mas de uma ponta até à outra; do desfiladeiro de Khyber, onde num amontoado compacto de montanhas nascem as grandes cordilheiras do Kush Hindu, do Karakoram e dos Himalaias, até ao Bangladesh, onde os Himalaias, então reduzidos a poeira e areia, são varridos para a Baía de Bengala".
Neste livro, Palin acredita que conseguiu dar uma perspetiva humana dos Himalaias e lembra que encontrou "gente a viver a altitudes maiores do que as mais altas montanhas da Europa; civilizações milenares a sobrevivem em planaltos a grande altitude fustigados pelo vento; gargantas rochosas de quatro quilómetros de profundidade, através das quais os comerciantes encontram o seu caminho há milhares de anos e, por todo o lado, a religião, vibrante e colorida, prosperando no meio da adversidade".
E é com estas descrições em mente que vos convidamos a entrar nesta viagem rumo à mais alta cadeia montanhosa do mundo.

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16 junho 2016

MINUTAS E FORMULÁRIOS - Anotados e Comentados

Autor: ANTÓNIO SOARES DA ROCHA
Editora: VIDA ECONÓMICA

Minutas e Formulários integra cerca de 100 documentos, com esclarecimentos práticos e advertências suscitadas pelo autor que permitem ao cidadão comum a celebração de contratos, procurações, impugnações e reclamações, entre muitos outros atos do dia a dia.
Edição prática que faculta um conjunto de ferramentas que permitem assegurar de forma mais eficiente a garantia da defesa dos direitos, bem como o cumprimento de obrigações ou deveres contratuais que decorrem da vida em sociedade.

Talvez porque o autor acredita que "o conhecimento deverá ser ampliado, a burocracia deverá ser atenuada, o conteúdo deverá derrogar o formalismo, os serviços públicos deverão ajudar e não reprimir ou ser assiduamente parte litigante", surge este livro, muito prático, onde temos acesso a minutas e formulários que abrangem as seguintes áreas: direito civil (arrendamento; auto-impugnações; auto-recurso; comodato; contrato de empreitada; a fiança; procurações; proteção jurídica); direito de processo civil; direito executivo; direito criminal; direito fiscal; contencioso tributário, entre outros.
De realçar que o leitor deverá adaptar cada minuta à situação concreta em que pretende atuar, "retirando ou acrescentando o que for pertinente".
Partilhamos da opinião de Fátima Tavares, que escreveu o posfácio deste livro, onde a mesma reforça que esta obra nos apresenta "um conjunto de ferramentas fundamentais para que possamos fazer valer os nossos direitos, e que serão certamente uma ajuda preciosa na resolução de muitas situações com que todos nos deparamos no dia a dia".
Na realidade, além de ser uma obra de grande utilidade para advogados e solicitadores, contabilistas, entidades públicas e estudantes de direito, será claramente muito relevante para os cidadãos em geral.

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12 junho 2016

MANUAL DE GESTÃO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Autor: PEDRO B. DA CAMARA
Editora: EDITORA RH

A gestão de desempenho é um sistema-chave na gestão integrada de recursos humanos.
É através dela que se consegue um eficaz alinhamento dos colaboradores com os objetivos organizacionais, bem como a mobilização dos mesmos na prossecução desses objetivos.
Na atual conjuntura de negócios, dispor de uma força de trabalho alinhada, motivada e produtiva é um fator crítico de sucesso empresarial.
O presente manual, contextualizando a gestão de desempenho no âmbito de um modelo de gestão estratégica de pessoas e analisando o seu impacto nos sistemas que se situam a montante e a jusante, pretende dar um contributo prático de como construir um sistema desta natureza, como o implementar e como medir o seu contributo para os resultados de negócio.

Ao longo deste manual o autor apresenta-nos problemas e soluções, baseados na experiência de vida dele e consequentemente ligados à realidade portuguesa, na expectativa de "apoiar e orientar todos aqueles que se decidam a implementar sistemas de gestão de desempenho nas nossas empresas". De facto, o público-alvo deste livro são os académicos e gestores "que têm de desenhar e implementar sistemas desta natureza".
Na prática, este manual divide-se em nove capítulos onde o leitor poderá ler sobre os princípios gerais desta temática; a gestão por objetivos; o acompanhamento do colaborador ao longo do ano; a avaliação de desempenho; a entrevista de avaliação; os sistemas de notação; o processo de implementação de um sistema de gestão de desempenho; as especificidades da gestão do desempenho de colaboradores expatriados e, ainda, a respeito do impacto do sistema de gestão de desempenho noutros sistemas de gestão de recursos humanos.
Sendo os sistemas de gestão de desempenho "uma ferramenta essencial para monitorizar e controlar o desempenho da organização como um todo", acreditamos que este livro é um excelente contributo para todos aqueles que precisam de explorar esta área.

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02 junho 2016

REGRESSO AO FUTURO - A nova emigração e a sociedade portuguesa

Organização: JOÃO PEIXOTO, ISABEL TIAGO DE OLIVEIRA, JOANA AZEVEDO, JOSÉ CARLOS MARQUES, PEDRO GÓIS, JORGE MALHEIROS & PAULO MIGUEL MADEIRA
Editora: GRADIVA

Entre as principais questões a esclarecer encontra-se o caminho que Portugal irá seguir após a encruzilhada da crise mundial de 2008 e do resgate financeiro de 2011. Estarão os novos movimentos de emigração fortemente dependentes da conjuntura, vindo a desacelerar após uma eventual recuperação económica do país? Serão um tipo de movimento distinto, que cria novas formas de transnacionalismo, a partir do qual a existência de duplas residências e de duplas atividades não põe em causa as ligações e interesses económicos no país? Ou serão um indicador da perda de espessura da sociedade  portuguesa, que pode assim ver-se sem muitas das suas elites e força de trabalho, acentuando o seu estatuto periférico na Europa?
Num contexto de inúmeros debates sobre a nova emigração portuguesa, este livro fornece respostas fundamentadas e sérias, contribuindo decisivamente para a reflexão e o conhecimento desta temática com consequências para o nosso futuro.

É bastante provável que qualquer português que leia esta publicação conheça outro português que emigrou nos últimos anos. E com este livro é possível perceber que a emigração contemporânea diverge substancialmente da emigração do passado.
De facto, nesta obra conclui-se que o Reino Unido é o principal destino do fluxo migratório português contemporâneo, integrando tanto profissionais qualificados como menos qualificados. França é também um dos principais principais destinos para os cidadãos nacionais, uma vez que lá já existe uma rede migratória sustentada e uma extensa comunidade portuguesa, resultado de movimentos migratórios passados. Há também o Luxemburgo, cuja emigração portuguesa "revela perfis, que de algum modo, a aproximam da situação verificada no caso do destino migratório francês". Quanto ao Brasil, o fluxo migratório é mais modesto, quando comparado com movimentos migratórios anteriores, ainda assim "trata-se de uma migração com elevados níveis de qualificação académica e/ou profissional e que se insere maioritariamente em profissões qualificadas e, genericamente, bem remuneradas". No caso da emigração para Angola, "carateriza-se por ser composta por uma elevada percentagem de homens" e "pela forte presença de indivíduos com níveis de qualificação superior".
Posto isto, deixamos aqui algumas das questões que podem ver respondidas neste livro, nomeadamente: A Europa Ocidental comunitária como destino ou diversificação com fluxos «mais para sul»?; Um fluxo de qualificados que arrasta um processo de brain drain ou uma emigração educacional e profissionalmente diversificada?; Há um declínio das redes sociais de conterrâneos e familiares e a afirmação da emigração como projeto individual suportado por canais institucionais?; Emigração portuguesa contemporânea: «constante estrutural» ou fenómeno conjuntural?
De destacar ainda que este livro resulta de um projeto de investigação, financiado pela FCT, que decorreu entre 2013 e 2015, e que envolveu várias instituições universitárias portuguesas (SOCIUS/CSG, ISEG, Universidade de Lisboa; CEG, IGOT, Universidade de Lisboa; CES, Universidade de Coimbra; CIES, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa).

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25 maio 2016

OS FILHOS DE MAOMÉ - A oposição entre sunitas e xiitas no Médio Oriente

Autor: FRANCISCO SOROMENHO-MARQUES
Editora: ESFERA DO CAOS

Em Os Filhos de Maomé Francisco Soromenho-Marques propõe ao leitor uma viagem pela História do Islão e pela geografia política e religiosa do Médio Oriente. Desde a longínqua e turbulenta alvorada da religião fundada por Maomé à sangrenta e híbrida afirmação do Daesh como grupo terrorista global e proto-Estado, o autor convida-nos a olhar para uma das regiões mais instáveis do mundo, não pelas lentes do Ocidente, mas pelo esforço de compreender a secular dilaceração religiosa e identitária dos seus habitantes.

Nas 100 páginas deste livro, Francisco Soromenho-Marques inicia com "as origens do Islão e a posterior divisão entre sunitas e xiitas, após a morte de Maomé". Depois "incide na longa rivalidade que opõe no Iraque a maioria xiita à minoria sunita" já que "o intensificar deste conflito representa um importante foco no terrorismo islâmico, contribuindo para a instabilidade regional". Segue-se uma análise à Guerra Civil Libanesa "enquanto fenómeno gerador de violência entre sunitas e xiitas com consequências contemporâneas". Posto isto, o autor explora a Revolução Islâmica no Irão, "acontecimento que despertou a consciência xiita, criando uma nova militância que em muito afetou os conservadores sistemas políticos sunitas".
Francisco Soromenho-Marques também expõe as "complexas relações entre a Arábia Saudita e o Irão, que ambicionaram, respetivamente, a liderança sunita e xiita no mundo muçulmano". Por fim, o autor aborda o Daesh, apresentando "este fenómeno contemporâneo como uma violenta reação do fundamentalismo sunita a alterações geopolíticas no Médio Oriente".
Com estes argumentos, esperamos conseguir despertar o vosso interesse por esta obra.

Mais detalhes sobre este livro aqui.

20 maio 2016

COMBATER DUAS VEZES - Mulheres na luta armada em Angola

Autora: MARGARIDA PAREDES

A história contemporânea de Angola é inseparável das guerras e conflitos que duraram entre 1961 e 2002, incluindo as Lutas de Libertação nacional e a Guerra Civil após a independência. Um dos aspetos mais marcantes destas guerras foi a participação das mulheres como combatentes.
Num contexto social de dominação masculina, esta participação nem sempre significou, para estas mulheres, maior visibilidade, e a verdade é que, depois das guerras, muitas foram esquecidas. No entanto, não há como negar que a participação das mulheres na luta armada reforçou a luta pela emancipação feminina e igualdade de género, já que elas assumiram papéis que lhes estavam interditos anteriormente.

Neste livro encontramos algumas respostas para a invisibilidade das mulheres nas guerras e no pós-guerra e percebemos melhor como se reproduz esse ato de exclusão.
Com este trabalho, constitui-se "um arquivo de memórias no feminino sobre crimes coloniais, sobre a resistência anticolonial, a Luta de Libertação, a Guerra Civil e os conflitos". Na verdade, nos testemunhos que lemos nesta obra "os múltiplos episódios de violência e as várias formas de opressão e exploração a que as mulheres estavam submetidas destacam-se com nitidez: exploradas e oprimidas pelos homens, quer os seus contemporâneos, quer os colonizadores, e depois pelos «companheiros de luta»". Assim, "as reflexões destas mulheres, no seu conjunto, ecoam um apelo ao revisitar da história oficial de Angola".
Na prática, numa primeira fase do livro, a autora "sublinha a importância de trazer as mulheres para dentro da história contemporânea, como sujeitas ativas da luta armada. Num segundo momento, e apesar de muitas destas obras referirem a presença de mulheres entre as forças nacionalistas, o trabalho de Margarida Paredes vem juntar-se a um pequeno grupo de académicas que procuram ampliar a presença feminina, a partir dos olhares e das perspetivas das próprias mulheres".
Aplaudimos este trabalho de Margarida Paredes, que esteve em contacto com estas mulheres combatentes, durante cerca de um ano e, desta forma, nos deu a conhecer as suas vivências.

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11 maio 2016

GUIA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ECOLÓGICA

Coord.: MARIA DANIEL VAZ DE ALMEIDA & BELA FRANCHINI

O Guia para uma Alimentação Saudável e Ecológica convida-nos a uma viagem ao mundo da alimentação equilibrada e ambientalmente sustentável — ao respeito pela biodiversidade, produção e gastronomia local, aos seus princípios e fundamentos científicos. Explora ainda os conceitos de higiene e segurança alimentar, com medidas práticas, da aquisição ao consumo. Consolida os conhecimentos através de jogos didáticos sobre a temática da alimentação. Destina-se ao público em geral, particularmente a formadores e educadores: professores de todos os ciclos de ensino, educadores de infância, pais e encarregados de educação.

Este guia resulta do trabalho de várias nutricionistas que se uniram em torno do conceito da "alimentação saudável, sustentável e ecológica em articulação com os aspetos sociais, culturais, económicos e religiosos da alimentação".
Assim, neste guia encontramos, por exemplo, recomendações que visam a promoção de estilos de vida saudáveis para adultos e para crianças; informações sobre os nutrientes e a nova roda dos alimentos; orientações sobre a rotulagem alimentar e nutricional (onde se recomenda a leitura dos rótulos e se explica qual a melhor forma de a fazer) e, também, informações úteis sobre a preparação de alimentos.
Além disso, ficamos a saber mais detalhes sobre a nutrição e a ecologia, nomeadamente, sobre "as relações existentes entre a natureza e as escolhas alimentares, visando uma alimentação sob o ponto de vista ambiental sustentável e igualmente saudável", até porque "o que se escolhe para comer e beber influencia o ambiente".
Outro tema importante que é explorado neste livro é a higiene e segurança alimentar. Aqui são-nos apresentados os tipos de contaminação; os fatores influenciadores da contaminação biológica e os fatores necessários para a ocorrência de doença por este tipo de contaminação; bem como as medidas preventivas na aquisição, transporte, armazenamento, preparação e confeção dos alimentos, na higiene pessoal, na lavagem da loiça e no tratamento de resíduos, entre outros.
São também propostos alguns jogos didáticos, destinados a crianças e jovens de diferentes grupos etários, com o objetivo de "propiciar um clima de aprendizagem consolidando conhecimentos teóricos através de uma abordagem divertida".
Portanto, este guia é uma boa aposta para todos os que querem alimentar-se melhor e de forma sustentável.

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09 maio 2016

PORTO GRAPHIC

Autor: SÉRGIO FONSECA

Ao percorrer as ruas e edifícios do Porto, encontramo-nos com este livro, com as suas cores, símbolos e sinais, que se unificam para dar significado à cidade. A compreensão da mesma baseia-se na sua observação, prestando especial atenção aos pormenores e à forma de ver.
O azulejo das fachadas, as portas com rosáceas em ferro, as fachadas em Arte-Nova, as capelas e as igrejas revestidas com azulejo, os graffitis nas caixas da eletricidade, os gradeamentos dos varandins, os desenhos da calçada portuguesa, os dragões e a nova imagem gráfica da cidade são signos visuais que identificam e caracterizam a cidade, dando-lhe uma identidade própria.
Todos estes elementos, quer tenham cariz popular ou erudito, quer remetam para o sagrado ou profano, formam esta cidade, formam o “Porto”.

As imagens deste livro estão organizadas pelos seguintes temas: portas e janelas; azulejo (padrão, publicidade, figurativo, floral, contemporâneos); arte urbana; gradeamentos; lojas; sinalética; pavimento; tetos; dragões e, no final, são apresentadas situações várias.
Na prática, com este livro percorremos a cidade noutra perspetiva, passando por ruas como Cedofeita, Miguel Bombarda, Caldeireiros, 31 de Janeiro, alguns locais emblemáticos como o Mercado do Bolhão e a Estação de São Bento, bem como outros sítios que por norma fogem do roteiro turístico.
O livro está escrito em português, inglês, francês e espanhol. Portanto, além de ser um bom livro para os portuenses e os portugueses, também é uma excelente escolha para oferecermos a amigos estrangeiros (e, claro, para os turistas).

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05 maio 2016

A COLEÇÃO PRIVADA DE ACÁCIO NOBRE

Autora: PATRÍCIA PORTELA
Editora: CAMINHO

Fui recolhendo, ao longo de 16 anos, cartas, diários, testemunhos, maquetas de jogos e armadilhas de Acácio Nobre (1869?-1968), um construtor de puzzles geométricos visionário no século XIX que uma ditadura silenciou no século XX e (quase) eliminou de uma História que ainda assim influenciou, de forma subtil e anónima, introduzindo uma marca indelével e inevitável nos séculos vindouros, como o nosso.
Acreditando que a obra literária pode desempenhar um papel crucial na reavaliação dos tempos que correm de uma forma que estará para sempre vedada à História, à Academia e à estratégia política, venho por este meio partilhar convosco a Coleção Privada de Acácio Nobre, na esperança de encontrar, mas também de dispersar, a sua obra, as suas ideias e os seus manifestos, procurando contribuir assim para a tarefa inglória de lutar pelo direito ao impossível, uma mastodôntica missão num país como este, que, por acidente geográfico, é o meu, e também foi, ainda que por breves momentos e de forma ingrata, o de Acácio Nobre.

Curiosamente, antes deste livro os únicos registos oficiais sobre Acácio Nobre, em Portugal, eram os arquivos da PIDE.
Patrícia Portela descobriu em 1999, na cave dos avós, uma arca com textos e projetos de Acácio Nobre, que a autora descreve como "o mais velho do círculo de futuristas portugueses, o mais novo do círculo de surrealistas franceses e um ativista republicano numa época em que era très cool apoiar a monarquia ou subscrever alguma forma de anarquismo fascista". A autora lembra que "delinear contos fantásticos ou puzzles geométricos foram algumas das formas que encontrou para imaginar uma possibilidade constante de um mundo para além deste em que vivemos".
Ao longo deste livro encontramos algumas cartas de Acácio Nobre dirigidas a João Franco, "uma figura central na política nacional durante décadas", onde Nobre apresenta, sucessivamente, "o projeto de execução de um método inovador para a educação de crianças e operários em Portugal", ou seja, o programa Kindergarten de Fröbel. Noutras cartas, endereçadas a várias figuras de poder, Acácio Nobre continuou a dar conhecer os seus projetos, como caso do Plano 1 de Ginástica Mecânica para Futuros Trabalhadores Industriais, sem esquecer o projeto de realização dos Kindergartens em Portugal, ao qual Nobre se dedicou durante décadas. Acácio Nobre queria "estimular o poder a imaginação e com isso catapultar o país para a modernidade já alcançada noutros países vizinhos".
Ficamos deliciados ao ler estas cartas, que mostram a enorme dedicação de Acácio Nobre pela construção de brinquedos para adultos.
Contudo, "desanimado com a ausência de resposta às suas cartas e propostas de introdução dos Kindergarten em Portugal, Acácio Nobre dedica a próxima década da sua vida a reescrever um manifesto encriptado, numerando todas as palavras do seu dicionário para poder transcrever o manifesto em números".
Defendemos que vale muito a pena ler este livro e conhecer a vida e obra de Acácio Nobre.

Lembramos ainda outro livro de Patrícia Portela, Wasteband, divulgado aqui.


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04 maio 2016

CONSTRUÇÃO MAGAZINE [71]

Número: 71

Jorge de Brito, co-editor desta edição da Construção Magazine, recorda que "a utilização de agregados reciclados em argamassas e betões tem vindo a ser investigada há algumas décadas e, apesar dos bons resultados, não tem verdadeiramente sido transposta para a prática. Esta dificuldade é abordada na entrevista com o Prof. Ravindra Dhir, um dos pioneiros mundiais nesta área". Com efeito, Ravinda K. Dhir "aponta a necessidade de demonstrar a robustez do betão constituído com agregados reciclados como o passo mais importante para a massificação do seu uso. O investigador considera também determinante desenvolver uma investigação exaustiva sobre o melhor uso a dar aos agregados reciclados finos".
De realçar também "uma seleção de trabalhos de investigadores radicados em Portugal, no Brasil, em Espanha e na Noruega. Apesar de incidir exclusivamente na utilização de resíduos minerais, foca uma gama de propriedades mecânicas, de durabilidade e reológicas que ilustra bem o nível de conhecimento da utilização de agregados reciclados em argamassas e betões, sendo mesmo proposta uma metodologia de utilização direta em cálculo estrutural", tal como explica Jorge de Brito.
Neste âmbito, leia os artigos que compõe o dossier desta edição:
- Durabilidade de argamassas com resíduos de cerâmica para reabilitação de rebocos;
- Proposta de dimensionamento de betões estruturais com agregados reciclados grossos;
- Avaliação da resistência de aderência de argamassas de revestimento vertical produzidas com agregado miúdo reciclado de concreto;
- Análisis a flexión en vigas de hormigón armado con árido grueso reciclado;
- Retração de betões com agregados finos reciclado.

Veja como pode ser assinante desta revista aqui!

03 maio 2016

PORTUGAL - DA DÉCADA DE 50 AOS NOSSOS DIAS

Autor: FERNANDO CORRÊA DOS SANTOS
Editora: PRIME BOOKS

Fernando Corrêa dos Santos é o mais antigo repórter fotográfico português no ativo. Ao longo dos mais de 65 anos de atividade profissional foi testemunha dos acontecimentos mais marcantes, privou com as figuras mais importantes de várias áreas e construiu um espólio inigualável. Este livro mostra cerca de 100 das suas fotografias mais emblemáticas, às quais se somam os comentários exclusivos de mais de 70 dos seus protagonistas: de ex-presidentes da República à filha de BB King, passando por vários outros políticos, os mais importantes artistas do espetáculo e da música, vedetas da rádio e televisão, craques do desporto, sem esquecer nomes enormes do nosso jornalismo, todos contribuiram para nos ajudar a melhor compreender, interpretar e apreciar estas fotografias.

É muito interessante folhear este livro e ler os testemunhos da maioria dos protagonistas destas imagens, captadas por Fernando Corrêa dos Santos. De facto, este livro transporta-nos para o passado, através das fotografias e dos textos, tudo a preto e branco, com a sobriedade que o registo impõe.
No prefácio deste livro, Armando Baptista-Bastos, recorda "O Diário Popular, diário onde ambos trabalhamos, está cheio de trabalhos memoráveis de Corrêa dos Santos: sugestivos, esclarecedores, representativos de um domínio cultural que dialoga, de forma intensa, com as outras formas de arte. É uma vida repleta de incidentes, de percursos decisivos, de correspondências com a História, de fraternidades nunca recusadas. Uma vida que se completa e realiza na perspetiva de que a imagem de nós mesmos é aquela que pertence a todos os outros.".
Acreditamos que este livro é um prazeroso auxiliar de memória, de momentos-chave da sociedade portuguesa, desde a década de 50 até ao presente.

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02 maio 2016

CONDOMÍNIO - DIREITOS E DEVERES

Editora: INCM

A maioria do tecido urbano vive em prédios em regime de propriedade horizontal, vendo-se obrigada a partilhar um mesmo espaço comum com outras pessoas.
Estabelecem-se entre si relações de vizinhança, tanto sociais como jurídicas, em que estão presentes vários agentes, entre eles, proprietários, condóminos e administradores de condomínio.
Para um melhor conhecimento dos direitos e deveres de cada um, surge a obra Condomínio: Direitos e Deveres, onde o leitor poderá encontrar toda a legislação referente à matéria.

Esta 2.ª edição, revista e atualizada, divide-se em quatro partes essenciais. A primeira parte, mais extensa, dedica-se à legislação dos condomínios, onde estão patentes o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios; o regulamento geral do ruído; o modelo da ficha técnica da habitação; o regime de manutenção e inspeção de ascensores e outros meios de elevação; o regulamento dos requisitos acústicos dos edifícios; os julgados de paz (organização, competência e funcionamento); reajusta o programa de apoio financeiro criado pelo decreto-lei n.º7/99, de 8 de janeiro, designado SOLARH, "que tem por objeto a concessão de um apoio financeiro especial, sob a forma de empréstimo sem juros, a agregados familiares de fracos recursos económicos, de modo a permitir-lhes a realização de obras nas habitações de que são proprietários e que constituem a sua residência permanente"; o regime especial de comparticipação e financiamento na recuperação de prédios urbanos em regime de propriedade horizontal, abreviadamente designado por RECRIPH; o regime da conta poupança-condomínio; o regime jurídico da propriedade horizontal e, ainda, o regime de licenciamento de obras particulares. 
Já a segunda parte foca outros diplomas relevantes (artigos selecionados), no âmbito do código civil (título II do direito de propriedade) e do código de processo civil (título I da ação em geral). 
Na terceira parte deste livro poderá ler sobre algumas recentes referências à jurisprudência nesta matéria.
Por último, na quarta parte do livro encontrarão uma minuta de regulamento de condomínio, uma vez que, "em todos os prédios com mais de quatro condóminos é obrigatória a existência de um regulamento que esclareça as normas de utilização do prédio e o relacionamento dos condóminos entre si e com a administração".
Por tudo isto, consideramos que este livro é muito útil para todos aqueles que vivem em prédios em regime de propriedade horizontal.

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29 abril 2016

ARQUITECTURA EM PÚBLICO

Autor: PEDRO GADANHO
Editora: DAFNE

A afirmação da arquitectura portuguesa através da mediatização revelou-se uma boa metáfora para explicar como os media de massa acolhem, digerem, ampliam, apropriam e finalmente deitam fora qualquer assunto que sirva para captar a atenção e o share. Diz-se aqui como o campo arquitectónico adquiriu pujança, como se reflectiu e como acabou por ser escrutinado na esfera pública. Mas podia falar-se de arte, culinária, futebol ou qualquer outra coisa. 
Nas entrelinhas desta expansão mediática ficou também uma história parcial e uma crítica cultural da arquitectura portuguesa entre 1990 e 2005. Nas estórias picantes que aqui se revisitam, esses 15 anos foram o período áureo em que, mais que qualquer meio especializado, o jornal Público deu as boas vindas a uma prática que – pelo menos do ponto de vista mediático – se tornaria numa das grandes exportações da cultura portuguesa contemporânea.

Este livro "procura explicar de forma convincente como podem chegar os arquitectos e as suas arquitecturas a diferentes públicos através dos media (e porque só uns tantos são notícia e outros ficam na maioria silenciosa).". Sendo assim, esta é "uma narrativa de sociologia da informação num domínio tradicionalmente pouco comum para a própria actividade jornalística.".
Pedro Gadanho, escolheu o exemplo do jornal Público, dado este "ter assumido com grande exigência (em continuidade do que o Expresso tinha feito) uma informação que podemos considerar regular sobre as arquitecturas que eram notícia, habitualmente nos seus suplementos culturais e frequentemente a meio caminho entre o 'ensaio' crítico e o descritivo.". Com efeito, segundo o autor, "este jornal ilustrou particularmente bem como o campo arquitectónico encontrou na mediatização generalista uma arena privilegiada para construir uma visibilidade pública expandida.". 
Esta obra divide-se em cinco partes essenciais: contextos de uma modernização (a mediatização generalizada da arquitetura; a presença na imprensa não especializada, a seleção de um medium para a análise); construção da visibilidade mediática (cultura, construção da cidade e diversificação temática; fatores e momentos charneira; as grandes obras e a emergência mediática dos protagonistas); afirmação e apropriação na esfera pública (polémica, debate e afirmação na esfera pública; reflexos e construção mediática; as apropriações simbólicas da arquitetura); efeitos e repercussões (reflexividades do fenómeno da mediatização; aceitação e rejeição da ideia de mediatização; a emergência de uma imagem da arquitetura) e, em jeito de conclusão, a função da opinião; o regresso à esfera pública e, ainda, uma teoria da mediatização da arquitetura.
Na prática, este livro oferece um retrato exato de uma produção cultural como ela é, de facto, vista pelo público.

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28 abril 2016

A ECONOMIA PORTUGUESA NA ZONA EURO

Autor: ALEXANDRE PATRÍCIO GOUVEIA
Editora: ALÊTHEIA

Com prefácio de Álvaro Santos Pereira, esta obra procura reflectir «sobre os erros cometidos no passado de forma a evitar a sua repetição, criando simultaneamente as condições para que Portugal possa crescer mais rapidamente, convergindo com os países mais desenvolvidos da Zona Euro».  

«Este livro de Alexandre Patrício Gouveia ajuda-nos a compreender as razões e os desequilíbrios que nos conduziram à recente crise nacional, enquadrando devidamente os constrangimentos a que somos sujeitos por pertencermos ao espaço europeu e à moeda única.»
Prof. Álvaro Santos Pereira

Neste livro, escrito de forma muito clara e direta, Alexandre Patrício Gouveia faz uma análise íntegra e muito relevante sobre a União Europeia em geral, e a economia portuguesa neste âmbito, em concreto. 
Assim, o autor começa por lembrar a construção da integração europeia, depois lança a seguinte questão: Têm justificação as regras da União Europeia? Aqui, o autor analisa a relação inversa entre dívida pública e crescimento económico; a relação inversa entre deficits orçamentais e crescimento económico; uma relação direta entre: deficits orçamentais e taxas de juro, deficits orçamentais e deficits externos e deficits orçamentais e desemprego. Posto isto, Alexandre Patrício Gouveia aborda a evolução da economia portuguesa desde a entrada na zona euro até 2011 e, em seguida, fala detalhadamente sobre os efeitos do programa de assistência económica e financeira, entre 2011 e 2015, na economia portuguesa. Neste livro, também se realçam os principais desequilíbrios ainda por resolver em Portugal, nomeadamente, os níveis excessivos da dívida externa, de dívida pública, de dívida das empresas; o nível elevado do desemprego e, ainda, a insuficiente implementação de reformas estruturais. 
Uma parte significativa do livro é dedicada aos desequilíbrios da sociedade portuguesa não explicitamente referidos no programa de assistência económica e financeira, onde o autor escreve, a título de exemplo, sobre poupança; natalidade; sistema de pensões e reformas e preços da eletricidade.
O autor acredita que "a integração europeia foi uma aposta ganhadora que está contudo ainda em evolução" e que "a Europa terá que ter o realismo e a coragem de implementar reformas estruturais que lhe permitam recuperar a sua competitividade num mundo globalizado.".

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27 abril 2016

100 HERÓIS E VILÕES QUE FIZERAM A HISTÓRIA DE PORTUGAL

Autor: PEDRO RABAÇAL
Editora: MARCADOR

Foi Viriato apenas um bandoleiro e pastor, ou um digno herói fundador da identidade lusa?
Que motivações terão levado D. Afonso Henriques a rebelar-se contra a própria mãe?
Quem era afinal a Padeira de Aljubarrota?
Diz-se que a História é feita pelos vencedores, diz-se também que o que hoje é verdade amanhã poderá ser mentira. Não será tanto assim, tal como o mundo nunca esteve dividido entre anjos e demónios. Terá havido personalidades mais angelicais que outras, é certo, e isso constata-se pelo conhecimento dos factos, pela interpretação das ações perpetradas, pelo contexto e no conforto com a nossa moral.

Este livro, que vai "desde da fundação da nossa identidade lusa e da nossa nação até ao recente século XX, desde reis a plebeus, portugueses ou estrangeiros, celebrados ou obscuros, estes 100 Heróis e Vilões, com os seus defeitos e virtudes, as suas ações mais grandiosas ou mais comezinhas, motivados por valores elevados ou por pura malícia, imprimiram indelevelmente o seu cunho na História de Portugal, e é a perceber a influência que tiveram, maior ou menor, fundamental ou anedótica, que o autor nos convoca.".
Com efeito, esta é uma obra para se ir lendo, algumas personagens por dia, para absorvermos o mais possível sobre estes heróis e estes vilões, que marcaram a história do nosso país.
Estes são os 100:
Viriato; Mártires de Lisboa; Itácio de Ossónoba; Sta. Iria; S. Sisenando; Mumadona Dias; D. Afonso Henriques; Ibn Qasi; D. Teresa; Egas Moniz; Iusuf I; Deuladeu Martins; Maria Pais Ribeira; D. Isabel; D. Pedro I; Leonor Teles; João de Portugal; Brites de Almeida; Nuno Álvares Pereira; D. Filipa de Lencastre; Infante D. Henrique; Duarte de Almeida; Vasco da Gama; Damião de Góis; Públia Hortênsia de Castro; D. João III; Cristóvão da Gama; Gaspar Caldeira; Fernando Oliveira; D. Henrique; S. Francisco Xavier; Grácia Mendes; Pero Fernandes Sardinha; D. Filipe I; Duque de Alba; Manuel Baptista Peres; D. Luísa de Gusmão; Miguel de Vasconcelos; Padre António Vieira; Juliana da Costa; D. Pedro II; (O escândalo) do Senhor Roubado; João Correia de Sousa; Luísa de Jesus; Luís de Meneses; D. João V; António José da Silva; Manassés ben Israel; Bandeirantes; Zumbi; Marquês de Pombal; Pina Manique; Marquesa de Alorna; Gomes Freire de Andrade; Tiradentes; Leonor da Fonseca; D. Carlota Joaquina; Napoleão Bonaparte; Junot; Loison; José Agostinho de Macedo; Duque de Wellington; Azeredo Coutinho; D. Miguel I; D. Pedro IV; José Joaquim de Sousa Reis; António da Costa Macário; João Brandão; Sá da Bandeira; Francisco Félix de Sousa; Duque de Saldanha; Diogo Alves; Maria da Fonte; Costa Cabral; Zé do Telhado; Alexandre Herculano; João Maria Ferreira do Amaral; Giraldinha; D. Carlos I; Padre Himalaya; Angelina Vidal; Afonso Costa; Adelaide Cabete; Carolina Beatriz Ângelo; Barros Basto; Aníbal Milhais; Paiva Couceiro; Alves Reis; António de Oliveira Salazar; Catarina Eufémia; Aristides de Sousa Mendes; Garrido e Branquinho; Fernando Silva Pais; Wong Kong Kit; Humberto Delgado; Casimiro Monteiro; Salgueiro Maia; Ribeiro Maia, D. Branca e, por fim, Emídio Guerreiro.

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26 abril 2016

BES - OS DIAS DO FIM REVELADOS

Autora: ALEXANDRA FERREIRA
Editora: CHIADO EDITORA

Passaram dezoito meses desde o desaparecimento do Banco Espírito Santo, no dia 3 de Agosto de 2014. Na casa da Pedra da Nau, Ricardo Salgado ouviu decretado o fim do banco de família pelo Governador do Banco de Portugal. Ao seu lado estava a mulher, Maria João. O dia foi talvez o pior das suas vidas. 
O Banco de Portugal e o Governo de então, liderado por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas justificaram a decisão de acabar com o banco como a única que não teria custos para os portugueses. Um argumento politicamente astuto mas que hoje se sabe que irrealista. 
Entre Julho e Outubro de 2015, Ricardo Salgado esteve impedido de sair de casa. Durante esses meses que viveu com resiliência assinalável, durante muitas horas de conversa, contou os dias do fim do banco que liderou mais de vinte anos. A história está longe de ser financeira. É politica, é familiar, é de pessoas que cometem erros. Não é um livro dobre culpas e responsabilidades. É o enredo de uma história com muitos protagonistas. Desengane-se quem pensa que só existe um. 

É difícil entender como é que o Banco Espírito Santo acabou, mas também é razoável acreditar que a culpa não foi exclusivamente de uma pessoa.
De qualquer forma, é importante percebermos os diferentes lados desta história. E é nesse contexto que surge esta obra. Afinal, qual é a versão de Ricardo Salgado? Neste livro, que se escreve entre o passado e o presente, o banqueiro fala do início do fim, de Zé Guilherme (o amigo de Ricardo Salgado, que lhe ofereceu num ato de gratidão - segundo o próprio - alguns milhões de euros), de Álvaro Sobrinho (que, segundo Ricardo Salgado, mentiu e escondeu informações relevantes que conduziram ao buraco no BES Angola), da família Espírito Santo, do Grupo Espírito Santo, de como preparou a própria sucessão (e de como ela aconteceu efetivamente) e, claro, do abismo em que o BES caiu.
Quanto aos lesados, que continuam a manifestar-se, "a questão a responder para estas pessoas é só uma: de quem é a responsabilidade do não pagamento de 597 milhões de euros a clientes de retalho do BES que compraram o papel comercial que era dívida das empresas do Grupo Espírito Santo. A resposta tem dois níveis de análise. Um pragmático, se há ou não dinheiro para pagar a estas pessoas. A outra obriga a refletir como se chegou aqui.".
Alexandra Ferreira, jornalista há 10 anos, publica neste livro a longa conversa com Ricardo Salgado, "onde conta como o banqueiro viveu os últimos dias do Banco a que presidiu quase 30 anos".

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21 abril 2016

TECNOHOSPITAL [73]

Revista: TECNOHOSPITAL
Número: 73

Com base na temática 'Arquitetura e Construção em Saúde', leia a entrevista ao arquiteto António Rocha Lobo, que "acompanhou vários modelos de construção hospitalar ao longo do seu percurso, desde o envolvimento total do Estado em todas as fases do processo até às Parcerias Público-Privadas (PPP). Embora reconheça a necessidade de haver técnicos especializados no Ministério da Saúde, capazes de transmitir conhecimentos e orientações, considera não ter havido perda de qualidade na construção".
De facto, em Portugal, a "entrada em cena de privados sem experiência de construção hospital legitima preocupações sobre a qualidade e o rigor destas obras", por isso, são levantadas algumas questões nesta edição da TecnoHospital, tais como, "Estarão estes atores capacitados para cumprir com as exigências associadas a estes edifícios? O sucesso de edifícios novos e da reabilitação estará dependente da iniciativa que estas empresas possam ter de consultar técnicos experientes? Será necessário mudar procedimentos?".
Neste sentido, são apresentados três artigos relevantes:
- Arquitetura e construção hospitalar, onde os autores levantam a questão: O que será mais difícil para os arquitetos? Fazer / projetar arquitetura na área de saúde ou abordar a história, conceitos e perspetivas de futura da arquitetura de saúde em Portugal?;
- Nascimento de um hospital, aqui o autor explica que "no contexto dos projetos hospitalares, a importância da etapa de conceção não oferece qualquer dúvida. Assumindo-se como uma das grandes responsáveis pelo sucesso ou insucesso de um equipamento de saúde, a conceção tem papel basilar na obtenção de qualidade, porque combina a organização do espaço e a estética, servindo de base à solução tecnológica;
- O edifício hospitalar a partir do século XVIII - As origens das instalações especiais, onde se demonstra como "a alteração dos métodos de construção, o aparecimento das instalações elétricas, as técnicas de ventilação e de climatização, de modo geral, do aparecimento e desenvolvimento das instalações especiais e das técnicas de construção do edifício hospitalar são alguns aspetos desta história" pois "constituem marcos importantes de transição para as soluções que hoje conhecemos".

Saiba como pode assinar a TecnoHospital aqui!